O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) realizou, nesta terça-feira (28/10), uma reunião extraordinária do Grupo de Trabalho de Cooperação Acadêmica em prol dos objetivos da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza. O encontro, realizado de forma híbrida, teve como foco a definição de uma representação internacional que será apresentada pelo ministro Wellington Dias, copresidente da Aliança Global, durante a reunião de líderes que ocorrerá em novembro, em Doha, no Catar.

Participaram representantes de instituições internacionais como a Universidade de Estocolmo (Suécia), a Universidade de Oxford (Reino Unido), a Universidade de Buenos Aires (Argentina) e o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (CIRAD), sediado em Montpellier, na França — considerado o maior centro de pesquisa agrícola do mundo.

Ao abrir os trabalhos, o ministro Wellington Dias destacou a importância do diálogo entre governos e universidades na formulação de políticas públicas eficazes. Ele lembrou que a Aliança Global foi criada no ano passado, no Rio de Janeiro, e atualmente conta com mais de 200 membros, entre países, organismos internacionais, bancos e agências. “O objetivo é, a partir de um conjunto de experiências e propostas comprovadamente eficazes, elaborar um plano para garantir a redução da fome e da pobreza até 2030”, afirmou.

O ministro ressaltou que a atuação da Aliança se diferencia por concentrar esforços em práticas que já se mostraram eficazes na redução da insegurança alimentar e da miséria, priorizando a busca por maior igualdade social. Segundo ele, o “Pilar do Conhecimento” tem papel central na articulação com as universidades, como base para políticas públicas sustentadas por evidências.

O coordenador do Grupo de Trabalho de Cooperação Acadêmica da Secretaria-Executiva do MDS, João Paulo de Faria, celebrou o alcance da mobilização. “Conseguimos reunir todas as universidades brasileiras que estão na Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, mas também instituições do mundo inteiro”, afirmou. Ele explicou que o grupo caminha para consolidar uma representação acadêmica formal dentro da Aliança, fortalecendo a produção e o intercâmbio científico. “Colocando a ciência como referência técnica para políticas públicas baseadas em evidências”, completou.

A gerente de Engajamento Global e Eventos do Departamento de Desenvolvimento Internacional da Universidade de Oxford, Ana María Marin Morales, reafirmou o compromisso da instituição. “Acreditamos firmemente no compromisso com a erradicação da pobreza e estamos entusiasmados com a oportunidade de contribuir ativamente para este importante esforço”, declarou.

Já o representante da Universidade de Buenos Aires, Pablo Rush, expressou o apoio e o entusiasmo da Argentina em colaborar com o grupo de trabalho. “Estamos à disposição do plano internacional, com os reforços e as construções que podemos fazer”, disse.

Do lado brasileiro, a professora Cristiane Derani, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), agradeceu o apoio do reitor da instituição e destacou a riqueza do ambiente acadêmico nacional. Segundo ela, a UFSC reúne docentes de todas as regiões do país, com diferentes perspectivas e experiências, inclusive formação no exterior. “Queremos que a universidade seja protagonista nessa construção coletiva”, enfatizou.

A reunião reforçou o compromisso da Aliança Global em integrar o conhecimento científico às ações internacionais de combate à fome e à pobreza, consolidando o Brasil como um dos principais articuladores dessa agenda global.



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