Proposta em discussão com o Ministério da Defesa, Exército Brasileiro, Gabinete de Segurança Institucional e Polícia Federal prevê atuação permanente e integrada nas principais rotas do crime organizado.
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Foto: Reprodução

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, defendeu a criação de forças nacionais interestaduais para reforçar o combate ao tráfico de drogas nas fronteiras brasileiras. Segundo ele, os mais de 17 mil quilômetros de fronteiras terrestres e cerca de 8 mil quilômetros de área marítima exigem maior integração entre os entes federativos e planejamento estratégico contínuo.

A proposta já está em discussão com o Ministério da Defesa, o comandante do Exército Brasileiro, general Tomás Paiva, além do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e da Polícia Federal.

Chico Lucas destacou que o Exército exerce papel fundamental na defesa da soberania nacional, mas não atua no policiamento ostensivo, o que torna necessária a formalização de acordos de cooperação entre a União e os estados para fortalecer as ações de segurança pública nas áreas de fronteira.

A ideia é ampliar o modelo das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) para uma estrutura interestadual permanente, com foco nas principais rotas do tráfico internacional de drogas. Entre as regiões citadas estão o Alto Solimões, na Amazônia, e o corredor logístico que liga o Paraguai a estados como Mato Grosso do Sul e Paraná, com destino a portos do Sudeste e do Sul do país.

Segundo o secretário, a meta é instituir uma força nacional permanente, com atuação coordenada e compartilhamento de inteligência, para enfrentar o crime organizado de forma mais eficaz nas fronteiras brasileiras.

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