Depois de dois anos e nove meses de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou uma ofensiva para retirar bolsonaristas e aliados do Centrão que ainda ocupavam cargos estratégicos em estatais e órgãos públicos federais. As exonerações, publicadas nesta sexta-feira (10/10), atingiram nomes ligados ao PP e ao PL.
Entre os demitidos está o piauiense José Jesus Trabulo Júnior, que ocupava o cargo de consultor da Presidência da Caixa Econômica Federal. De conhecida família de direita no Piauí, Trabulo havia sido indicado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro.
O ex-consultor recebia salário de cerca de R$ 40 mil e já havia sido acusado de faltar ao trabalho para participar de atividades políticas em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão, que também atingiu outros aliados do Centrão, foi interpretada como uma reação direta do governo Lula ao ataque da Câmara dos Deputados durante a votação da Medida Provisória 1303, que previa aumento de arrecadação sobre investimentos e apostas eletrônicas.
De acordo com a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o governo também exonerou Rodrigo de Lemos Lopes, até então vice-presidente de Sustentabilidade e Cidadania Digital da Caixa. Ligado ao vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), Lopes será substituído interinamente por Jean Rodrigues Benevides, atual diretor executivo da área.
As demissões foram comunicadas oficialmente pela instituição e marcam um endurecimento da postura do Palácio do Planalto diante das pressões do Centrão — especialmente do PP e do PL, partidos que controlam posições estratégicas no Congresso e no segundo escalão do governo.
Trabulo Júnior, que havia assumido a função em setembro de 2024, mantinha influência no banco público e era visto como uma indicação direta de Ciro Nogueira, um dos principais articuladores da recente ofensiva do Centrão contra o Planalto.
Com as exonerações, o governo sinaliza que não pretende mais tolerar ataques de aliados que ocupam cargos estratégicos em estatais. O recado é claro: o espaço político dentro do governo dependerá de lealdade e alinhamento com o projeto político do presidente Lula.
Depois de dois anos e nove meses de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou uma ofensiva para retirar bolsonaristas e aliados do Centrão que ainda ocupavam cargos estratégicos em estatais e órgãos públicos federais. As exonerações, publicadas nesta sexta-feira (10/10), atingiram nomes ligados ao PP e ao PL.
Entre os demitidos está o piauiense José Jesus Trabulo Júnior, que ocupava o cargo de consultor da Presidência da Caixa Econômica Federal. De conhecida família de direita no Piauí, Trabulo havia sido indicado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro.
O ex-consultor recebia salário de cerca de R$ 40 mil e já havia sido acusado de faltar ao trabalho para participar de atividades políticas em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão, que também atingiu outros aliados do Centrão, foi interpretada como uma reação direta do governo Lula ao ataque da Câmara dos Deputados durante a votação da Medida Provisória 1303, que previa aumento de arrecadação sobre investimentos e apostas eletrônicas.
De acordo com a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o governo também exonerou Rodrigo de Lemos Lopes, até então vice-presidente de Sustentabilidade e Cidadania Digital da Caixa. Ligado ao vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), Lopes será substituído interinamente por Jean Rodrigues Benevides, atual diretor executivo da área.
As demissões foram comunicadas oficialmente pela instituição e marcam um endurecimento da postura do Palácio do Planalto diante das pressões do Centrão — especialmente do PP e do PL, partidos que controlam posições estratégicas no Congresso e no segundo escalão do governo.
Trabulo Júnior, que havia assumido a função em setembro de 2024, mantinha influência no banco público e era visto como uma indicação direta de Ciro Nogueira, um dos principais articuladores da recente ofensiva do Centrão contra o Planalto.
Com as exonerações, o governo sinaliza que não pretende mais tolerar ataques de aliados que ocupam cargos estratégicos em estatais. O recado é claro: o espaço político dentro do governo dependerá de lealdade e alinhamento com o projeto político do presidente Lula.