O Palácio do Planalto iniciou um levantamento detalhado das indicações do União Brasil a cargos federais, com o objetivo de identificar os padrinhos políticos de cada nomeado. A medida ocorre após a decisão da sigla de antecipar o desembarque do governo federal.
Segundo auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a estratégia é substituir especialmente os indicados ligados ao presidente nacional do partido, Antonio Rueda, um dos principais defensores da saída da legenda da base. Lula já havia citado Rueda como opositor em reunião ministerial.
Rueda tem feito críticas públicas à gestão petista, aproximado-se da oposição e defendido a construção de uma candidatura de centro-direita para a eleição presidencial de 2026. O rastreamento do Planalto inclui até apadrinhados do dirigente que, oficialmente, tenham sido atribuídos a parlamentares simpáticos ao governo.
Celso Sabino e a disputa pelo Turismo
Na semana passada, a Executiva Nacional do União Brasil aprovou por unanimidade a antecipação da saída de seus quadros do governo. Com isso, o ministro do Turismo, Celso Sabino, indicado pela bancada do partido na Câmara, deixará o cargo.
Sabino se reuniu com Lula na sexta-feira (29) e acertou que a saída ocorrerá após a volta do presidente de viagem a Nova York. O ministro chegou a pedir à direção do partido que permanecesse no posto até a realização da COP30, marcada para novembro em Belém, evento que ele considera crucial para fortalecer sua candidatura ao Senado em 2026.
Apesar de sua saída, Sabino é bem avaliado pelo Planalto. Lula chegou a afirmar que manterá apoio à candidatura dele ao Senado no Pará, estado onde preside o diretório do União Brasil.
Espaço para aliados
Com a vaga aberta, partidos da base governista se movimentam para herdar o Ministério do Turismo. Nos bastidores, PT, PSB, PDT e PSD já demonstraram interesse.
O PSD, por exemplo, já reivindicou a pasta anteriormente e poderia perder o Ministério da Pesca, comandado hoje por André de Paula (PE). O PDT também pressiona por mais espaço e levou a Lula o nome do deputado André Figueiredo (CE), que já foi ministro das Comunicações no governo Dilma Rousseff.
O PSB, que perdeu espaço após a saída de Flávio Dino para o STF, também cogita disputar o posto, embora dirigentes afirmem que a sigla apoiará Lula em 2026 independentemente da decisão.
Davi Alcolumbre preservado
A ofensiva do governo, no entanto, não atingirá as indicações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), considerado um dos principais aliados do Planalto no Congresso. Ele foi responsável por levar ao ministério Frederico de Siqueira Filho (Comunicações) e Waldez Góes (Desenvolvimento Regional), que deverão permanecer nos cargos.
Próximos passos
Interlocutores do governo defendem que Lula use a saída de Sabino para reforçar alianças com parlamentares mais alinhados à pauta governista no Congresso, ampliando a base de sustentação no Legislativo.

O Palácio do Planalto iniciou um levantamento detalhado das indicações do União Brasil a cargos federais, com o objetivo de identificar os padrinhos políticos de cada nomeado. A medida ocorre após a decisão da sigla de antecipar o desembarque do governo federal.
Segundo auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a estratégia é substituir especialmente os indicados ligados ao presidente nacional do partido, Antonio Rueda, um dos principais defensores da saída da legenda da base. Lula já havia citado Rueda como opositor em reunião ministerial.
Rueda tem feito críticas públicas à gestão petista, aproximado-se da oposição e defendido a construção de uma candidatura de centro-direita para a eleição presidencial de 2026. O rastreamento do Planalto inclui até apadrinhados do dirigente que, oficialmente, tenham sido atribuídos a parlamentares simpáticos ao governo.
Celso Sabino e a disputa pelo Turismo
Na semana passada, a Executiva Nacional do União Brasil aprovou por unanimidade a antecipação da saída de seus quadros do governo. Com isso, o ministro do Turismo, Celso Sabino, indicado pela bancada do partido na Câmara, deixará o cargo.
Sabino se reuniu com Lula na sexta-feira (29) e acertou que a saída ocorrerá após a volta do presidente de viagem a Nova York. O ministro chegou a pedir à direção do partido que permanecesse no posto até a realização da COP30, marcada para novembro em Belém, evento que ele considera crucial para fortalecer sua candidatura ao Senado em 2026.
Apesar de sua saída, Sabino é bem avaliado pelo Planalto. Lula chegou a afirmar que manterá apoio à candidatura dele ao Senado no Pará, estado onde preside o diretório do União Brasil.
Espaço para aliados
Com a vaga aberta, partidos da base governista se movimentam para herdar o Ministério do Turismo. Nos bastidores, PT, PSB, PDT e PSD já demonstraram interesse.
O PSD, por exemplo, já reivindicou a pasta anteriormente e poderia perder o Ministério da Pesca, comandado hoje por André de Paula (PE). O PDT também pressiona por mais espaço e levou a Lula o nome do deputado André Figueiredo (CE), que já foi ministro das Comunicações no governo Dilma Rousseff.
O PSB, que perdeu espaço após a saída de Flávio Dino para o STF, também cogita disputar o posto, embora dirigentes afirmem que a sigla apoiará Lula em 2026 independentemente da decisão.
Davi Alcolumbre preservado
A ofensiva do governo, no entanto, não atingirá as indicações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), considerado um dos principais aliados do Planalto no Congresso. Ele foi responsável por levar ao ministério Frederico de Siqueira Filho (Comunicações) e Waldez Góes (Desenvolvimento Regional), que deverão permanecer nos cargos.
Próximos passos
Interlocutores do governo defendem que Lula use a saída de Sabino para reforçar alianças com parlamentares mais alinhados à pauta governista no Congresso, ampliando a base de sustentação no Legislativo.