Em uma final digna dos maiores roteiros do futebol, a Seleção Brasileira feminina conquistou neste domingo (03) o seu nono título da Copa América ao superar a Colômbia nos pênaltis, após empate eletrizante por 4 a 4 no tempo normal e prorrogação. O jogo foi realizado no Estádio Casa Blanca, em Quito, Equador, e consolidou a hegemonia brasileira no torneio continental — agora com nove conquistas em dez edições.

O primeiro tempo teve emoção do início ao fim. A jovem Linda Caicedo, estrela do Real Madrid, abriu o placar para a Colômbia aos 24 minutos, após falha da zaga brasileira. O técnico Arthur Elias reagiu com três substituições ainda antes do intervalo, e a mudança surtiu efeito. Nos acréscimos, após checagem do VAR, a árbitra marcou pênalti em Gio Garbelini. Angelina, capitã brasileira, converteu com precisão e deixou tudo igual: 1 a 1.

Na etapa final, a Colômbia voltou a ficar à frente após gol contra de Tarciane, aos 23 minutos. Mas o Brasil não se abateu. Aos 34, a atacante Amanda Gutierres dominou no peito e chutou de esquerda para empatar. Foi o sexto gol dela na competição, dividindo a artilharia com a paraguaia Claudia Martínez.

A reta final do jogo foi ainda mais frenética. Aos 42, Mayra Ramírez recolocou a Colômbia na frente, aproveitando contra-ataque mortal puxado por Caicedo. Quando a vitória colombiana parecia certa, Marta, a eterna rainha, apareceu nos acréscimos para marcar um golaço de perna esquerda: 3 a 3.

Na prorrogação, Marta voltou a brilhar. Aos 14 minutos, ela recebeu cruzamento e finalizou com o pé direito, virando para 4 a 3. Mas a Colômbia respondeu com uma cobrança de falta perfeita de Leicy Santos, no ângulo, forçando a decisão por pênaltis.

Na disputa, Angelina desperdiçou a primeira cobrança brasileira. Mas Paví isolou para as colombianas, e a goleira Lorena brilhou. Ela defendeu o chute de Leicy Santos, dando à Seleção a chance de conquistar o título. Marta, em sua última participação em Copas América, teve a oportunidade de decidir, mas parou na goleira Tapia.

A decisão então seguiu para as alternadas. E foi aí que Lorena, ex-Grêmio e melhor goleira das Olimpíadas de Paris 2024, voltou a ser gigante. Ela defendeu a cobrança de Carabalí, garantindo o título e encerrando com chave de ouro uma das finais mais emocionantes da história da competição.

Com a conquista, o Brasil mantém a hegemonia absoluta no continente, vencendo nove das dez edições do torneio. A única exceção foi em 2006, quando a Argentina foi campeã.

Fonte: Agência Brasil



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