Durante entrevista ao programa Em Ponto, da GloboNews, nesta terça-feira (12), o secretário de Segurança Pública do Piauí e membro do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), Chico Lucas, afirmou que o enfrentamento ao crime organizado deve ocorrer de forma integrada entre os estados e o governo federal, com foco em tecnologia, inteligência e fortalecimento institucional.

“É fundamental que haja uma ação coordenada, com investimentos em tecnologia e inteligência, para que possamos prevenir e desarticular as organizações criminosas”, destacou.

O secretário também ressaltou a importância do Projeto de Lei Antifacção, que, segundo ele, representa um avanço por distinguir adequadamente os crimes de organização criminosa e de terrorismo — o primeiro movido por fins econômicos, o segundo por motivações políticas e ideológicas.

“As organizações criminosas visam lucro e atuam em atividades ilícitas, enquanto o terrorismo tem motivações políticas e ideológicas. São naturezas distintas e devem ser tratadas de forma diferente”, explicou, elogiando o relator da proposta, deputado Guilherme Derrite.
“Essa experiência é fundamental para que as soluções sejam práticas e respeitem as competências locais”, completou.

Ao comentar as discussões em andamento no Congresso, Chico Lucas avaliou que tanto a PEC da Segurança Pública quanto o PL Antifacção são medidas relevantes, mas alertou para o risco de ideologização do debate.

“Há um consenso geral sobre a importância do tema, mas precisamos evitar que ele seja apropriado politicamente”, observou. “O assunto deve ser tratado sob critérios técnicos e jurídicos, sem comprometer a autonomia dos estados.”

No encerramento da entrevista, o secretário destacou os resultados positivos alcançados no Piauí, onde a cooperação entre as instituições e o uso de inteligência policial têm sido fundamentais no enfrentamento às facções criminosas.

“O modelo que adotamos integra forças de segurança e planejamento estratégico, permitindo antecipar ações e reduzir o poder das organizações criminosas”, concluiu.



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