Durante a apresentação do plano de governo 2026, realizada nesta segunda-feira (02/03), o secretário Carlos Augusto afirmou que o Piauí enfrenta um dos quadros mais delicados do país quando o assunto é superlotação no sistema prisional. Segundo ele, ao assumir a gestão, o cenário encontrado era de forte desequilíbrio entre o número de vagas e a quantidade de internos.
De acordo com o secretário, embora o Estado registrasse oficialmente mais de 3 mil vagas, parte significativa das unidades não apresentava condições adequadas de uso, o que comprometia a capacidade real do sistema. “O número formal não refletia a realidade estrutural”, pontuou.
Para reverter a situação, o governo deu início a um conjunto de intervenções que inclui construção, ampliação e reforma de unidades prisionais. Ao todo, os projetos em execução devem acrescentar mais de 2.405 novas vagas ao sistema.
Carlos Augusto comparou o processo a uma reforma feita com o imóvel ocupado, destacando as dificuldades operacionais de promover melhorias estruturais sem interromper o funcionamento das unidades. Ele reforçou que a meta não se limita à ampliação de vagas, mas também à garantia de condições dignas aos internos.
A iniciativa, segundo o gestor, busca reequilibrar o sistema prisional, assegurando maior capacidade, segurança e respeito aos direitos básicos da população carcerária, além de preparar a estrutura para a demanda crescente.