Secretário Chico Lucas afirma que medidas já fazem parte das obrigações constitucionais das forças de segurança; programa prevê mais de R$ 11 bilhões em investimentos
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, afirmou nesta quarta-feira (13) que o pacote de combate ao crime organizado lançado pelo governo federal não depende de adesão formal dos estados para começar a funcionar. Em entrevista ao SBT News, ele disse que as medidas previstas já fazem parte das obrigações constitucionais das forças de segurança.
O programa, apresentado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê investimentos superiores a R$ 11 bilhões para ampliar ações de inteligência, fortalecer o sistema prisional e integrar operações policiais em todo o país.
Apesar do lançamento ocorrer a poucos meses das eleições, Chico Lucas negou motivação eleitoral. “A política de segurança pública tem que ser dissociada de qualquer pauta eleitoral. É uma pauta de Estado, é uma necessidade”, declarou.
Segundo o secretário, o governo aguardava condições legais para implementar o pacote, principalmente a aprovação da chamada lei antifacção.
“Havia a necessidade de reunir condições normativas e a condição que faltava era a lei antifacção. O governo mandou ainda no ano passado o projeto de lei antifacção, mandou a PEC da Segurança Pública. Agora estamos dando um desdobramento dela”, explicou.
Integração das forças de segurança
Questionado sobre a negociação com governadores, Chico Lucas afirmou que o modelo não exige adesão formal dos estados.
“A gente quer justamente despolitizar o debate da segurança pública. O que nós colocamos como ações já são obrigações legais”, disse.
Ele ressaltou que as operações integradas já existem e que o objetivo agora é ampliar a coordenação em nível nacional.
“Não há necessidade de adesão dos estados. É uma obrigação de todas as forças policiais integrar-se a um programa para combater o crime organizado. O que a gente vai fazer é integrá-las a nível nacional”, afirmou.
O secretário destacou ainda que o governo federal pretende coordenar ações sem interferir nas competências estaduais, apenas organizando estruturas já existentes.
No eixo financeiro, o programa prevê R$ 10 bilhões em linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para estados e municípios investirem em infraestrutura e segurança pública.
Compartilhamento de informações
Um dos principais pontos do pacote é o fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO). Segundo Chico Lucas, a proposta busca ampliar o compartilhamento de informações entre os órgãos públicos e reduzir disputas institucionais.
“Nós temos que parar com isso. Nós temos que ter um compromisso de entregar segurança pública à população”, afirmou.
O secretário disse ainda que a meta é integrar bancos de dados atualmente isolados e aprimorar a investigação criminal em escala nacional com uso de tecnologia.
“A gente vai unir e atuar em conjunto com muita tecnologia para apresentar resultado para a população”, declarou.
Chico Lucas também comentou a discussão internacional sobre uma possível classificação de facções brasileiras como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Segundo ele, a medida seria “inadequada”.
“Qualquer cooperação é muito bem-vinda, mas qualquer interferência externa é rechaçada, porque somos soberanos”, disse.
PEC da Segurança Pública
O secretário também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, que prevê fonte permanente de recursos para o setor. Ele avaliou positivamente o texto aprovado na Câmara dos Deputados.
“O texto que foi aprovado é um texto maravilhoso”, afirmou.
Segundo ele, a proposta fortalece o Sistema Único de Segurança Pública e garante financiamento contínuo para políticas de combate às facções criminosas.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, afirmou nesta quarta-feira (13) que o pacote de combate ao crime organizado lançado pelo governo federal não depende de adesão formal dos estados para começar a funcionar. Em entrevista ao SBT News, ele disse que as medidas previstas já fazem parte das obrigações constitucionais das forças de segurança.
O programa, apresentado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê investimentos superiores a R$ 11 bilhões para ampliar ações de inteligência, fortalecer o sistema prisional e integrar operações policiais em todo o país.
Apesar do lançamento ocorrer a poucos meses das eleições, Chico Lucas negou motivação eleitoral. “A política de segurança pública tem que ser dissociada de qualquer pauta eleitoral. É uma pauta de Estado, é uma necessidade”, declarou.
Segundo o secretário, o governo aguardava condições legais para implementar o pacote, principalmente a aprovação da chamada lei antifacção.
“Havia a necessidade de reunir condições normativas e a condição que faltava era a lei antifacção. O governo mandou ainda no ano passado o projeto de lei antifacção, mandou a PEC da Segurança Pública. Agora estamos dando um desdobramento dela”, explicou.
Integração das forças de segurança
Questionado sobre a negociação com governadores, Chico Lucas afirmou que o modelo não exige adesão formal dos estados.
“A gente quer justamente despolitizar o debate da segurança pública. O que nós colocamos como ações já são obrigações legais”, disse.
Ele ressaltou que as operações integradas já existem e que o objetivo agora é ampliar a coordenação em nível nacional.
“Não há necessidade de adesão dos estados. É uma obrigação de todas as forças policiais integrar-se a um programa para combater o crime organizado. O que a gente vai fazer é integrá-las a nível nacional”, afirmou.
O secretário destacou ainda que o governo federal pretende coordenar ações sem interferir nas competências estaduais, apenas organizando estruturas já existentes.
No eixo financeiro, o programa prevê R$ 10 bilhões em linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para estados e municípios investirem em infraestrutura e segurança pública.
Compartilhamento de informações
Um dos principais pontos do pacote é o fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO). Segundo Chico Lucas, a proposta busca ampliar o compartilhamento de informações entre os órgãos públicos e reduzir disputas institucionais.
“Nós temos que parar com isso. Nós temos que ter um compromisso de entregar segurança pública à população”, afirmou.
O secretário disse ainda que a meta é integrar bancos de dados atualmente isolados e aprimorar a investigação criminal em escala nacional com uso de tecnologia.
“A gente vai unir e atuar em conjunto com muita tecnologia para apresentar resultado para a população”, declarou.
Chico Lucas também comentou a discussão internacional sobre uma possível classificação de facções brasileiras como organizações terroristas pelos Estados Unidos. Segundo ele, a medida seria “inadequada”.
“Qualquer cooperação é muito bem-vinda, mas qualquer interferência externa é rechaçada, porque somos soberanos”, disse.
PEC da Segurança Pública
O secretário também defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública, que prevê fonte permanente de recursos para o setor. Ele avaliou positivamente o texto aprovado na Câmara dos Deputados.
“O texto que foi aprovado é um texto maravilhoso”, afirmou.
Segundo ele, a proposta fortalece o Sistema Único de Segurança Pública e garante financiamento contínuo para políticas de combate às facções criminosas.