Acusado de dirigir embriagado, avançar sinal vermelho e causar colisão fatal, Raimundo Nonato da Conceição Morais responderá por homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado perante o Tribunal do Júri.
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Foto: Reprodução

A Justiça do Piauí manteve a decisão que leva Raimundo Nonato da Conceição Morais a julgamento pelo Tribunal do Júri, em Teresina, e rejeitou os recursos apresentados pela defesa. Ele é acusado de provocar um grave acidente de trânsito que resultou na morte de três pessoas e deixou outras feridas no dia 1º de agosto de 2025, no cruzamento das avenidas Gil Martins e Barão de Castelo Branco, na zona Sul da capital.

A defesa solicitou a desclassificação dos crimes para homicídio culposo na direção de veículo automotor, alegando ausência de elementos que comprovassem dolo eventual, além de pedir a revogação da prisão preventiva. No entanto, a Justiça entendeu que existem indícios suficientes para a manutenção da acusação e para que o caso seja submetido ao julgamento popular.

Na decisão, foram considerados laudos periciais, exames cadavéricos e de lesão corporal, relatório do Corpo de Bombeiros, perícia de trânsito e registros audiovisuais do acidente. Segundo o entendimento judicial, o conjunto probatório aponta elementos capazes de sustentar a acusação de homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado.

Em maio deste ano, a defesa já havia solicitado a soltura do acusado, argumentando que a prisão preventiva seria ilegal. Ao analisar o novo pedido, a Justiça reforçou que Raimundo teria ingerido bebida alcoólica antes de assumir a direção de um veículo de grande porte, conduzindo-o em velocidade excessiva e avançando o sinal vermelho em um cruzamento de intenso fluxo urbano.

“Após ingerir bebida alcoólica, assumiu a direção de veículo de grande porte e passou a conduzi-lo em velocidade excessiva, avançando sinal vermelho em cruzamento de intenso fluxo urbano, comportamento que teria resultado na morte de vítimas e em lesões graves em terceiros”, destacou a decisão.

Relembre o caso

De acordo com os autos, Raimundo Nonato da Conceição Morais saiu de um bar na noite de 1º de agosto de 2025 em aparente estado de embriaguez. Ao dirigir uma Mitsubishi Pajero, ele teria avançado o sinal vermelho no cruzamento das avenidas Gil Martins e Barão de Castelo Branco, colidindo violentamente contra outro veículo que trafegava regularmente pela via.

Com o impacto, o carro atingido foi arremessado contra outros dois automóveis que aguardavam a abertura do semáforo. A colisão provocou a morte de Jardyel de Abreu Pessoa, Weslley Moura Sousa e Débora Mavy de Abreu Pessoa. Outras três pessoas ficaram gravemente feridas.

Segundo a investigação, testemunhas e imagens de câmeras de monitoramento da STRANS e de estabelecimentos comerciais da região registraram o comportamento imprudente do acusado antes do acidente, incluindo manobras perigosas e o consumo de bebida alcoólica.

Após a colisão, Raimundo fugiu do local a pé e foi localizado três dias depois na residência de um familiar, na cidade de Caxias, no Maranhão. Desde então, permanece preso preventivamente.

Com a manutenção da decisão pela Justiça, Raimundo Nonato da Conceição Morais será submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado.

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