Clientes acusam empresa Itaim Veículos de vender automóveis sem repassar o dinheiro aos proprietários; prejuízo ultrapassa R$ 2 milhões, segundo denúncias. Ex-deputado afirma que também foi vítima de fraude interna.
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A Polícia Civil do Piauí investiga o ex-deputado federal José Maia Filho, conhecido como Mainha, pelos crimes de estelionato, receptação e apropriação indébita. O ex-parlamentar afirma que também foi vítima do esquema e atribui a responsabilidade a uma gerente da empresa.

De acordo com denúncias registradas na Polícia Civil, pelo menos 10 pessoas procuraram as autoridades alegando terem sido prejudicadas pela empresa Itaim Veículos, da qual Mainha é sócio.

Segundo os relatos, os clientes entregavam veículos usados para serem vendidos pela concessionária, mas os automóveis estariam sendo repassados a terceiros sem que os proprietários recebessem os valores das vendas.

Conforme os denunciantes, o prejuízo já ultrapassa R$ 2 milhões.

Um dos boletins de ocorrência registrados no Departamento de Roubo e Furto de Veículos relata que a vítima deixou um veículo VW Nivus HL TSI, de cor preta, no dia 27 de abril deste ano para ser vendido por R$ 108 mil. No entanto, poucas horas depois, o proprietário afirmou ter recebido, por meio do aplicativo da CNH Digital, uma notificação de intenção de transferência do automóvel no valor de R$ 40 mil.

Ao procurar esclarecimentos na loja, o cliente disse ter encontrado outras vítimas relatando problemas semelhantes.

O caso era inicialmente investigado pelo delegado Paulo Gregório, mas foi encaminhado para a delegada Marcela Sampaio, da Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Mainha confirmou ser sócio da empresa e afirmou ter sido surpreendido por um “rombo milionário” nas contas da concessionária.

Mainha

“Tenho aqui uma administradora, não sócia, uma pessoa que tem conhecimento na área de comércio de carro e que fazia a gestão de nossa loja. Mensalmente me entregava relatório que mostrava que a loja estava auferindo lucro. Fui surpreendido na semana passada com grande furo aqui na loja, indícios de fraude, estelionato”, declarou.

O ex-deputado informou ainda que procurou a Polícia Civil e que determinou a realização de uma auditoria interna na empresa.

“Descobri outras contas em outros bancos que a administradora também movimentava e estamos fazendo uma auditoria para que penalmente a Justiça puna quem praticou o crime”, afirmou.

Sobre os clientes que alegam prejuízo, Mainha disse que mantém diálogo com as vítimas para levantar o tamanho do rombo financeiro causado à empresa.

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